A Síndrome do Imobilismo é comum em idosos, e consiste no estado em que o indivíduo vivencia limitações físicas do movimento, decorrente de um desequilíbrio entre repouso e atividade física, ou seja, alterações que ocorrem no indivíduo que se encontra acamado há um longo período de tempo.
Os efeitos da imobilização são definidos como uma redução na capacidade funcional dos sistemas cardiorespiratório, vascular, endócrino, gastrointestinais, urinário, muscular, esquelético e neurológico. Sendo que estas complicações podem ser aumentadas dependendo dos fatores pré existentes de cada paciente .
 O imobilismo, por si só, é uma causa de morbidade no idoso, sendo que completo imobilismo pode levar a perda de 5 a 6% de massa muscular e de força por dia.
Essa Síndrome pode ser causada por diversos fatores, como psicológicos (depressão, demência, medo de quedas), sociais (isolamento social, restrição física, falta de estímulo) e físicos (osteoporose, fraqueza muscular, insuficiência venos), ou mesmo quando a pessoa idosa precisa ficar imobilizada, devido uma queda, resultando em uma fratura.
 O repouso beneficia a região lesada, mas seu prolongamento prejudica o resto do organismo. É identificada em casos de déficit cognitivo de médio a grave, multiplas contraturas, e também, em critério menor, quando observa-se sinais de sofrimento cutâneo ou ulceras de pressão, disfagia leve a grave, dupla incontinência ou afasia.
Os cuidados com o idoso acamado consistem em:
1 – Estimulação da mobilidade;
2 – Evitar restrição ao leito;
3 – cuidado com o toque (firmeza mas sem machucá-lo);
 4 – Diminuir a dor e o desconforto;
5 – Realizar trocas posturais constantes;
6 – Posicionar corretamente com o uso de coxins;
 7 – Quando possível, peça ajuda a outra pessoa;
8 – Não alimente o idoso deitado e nem com extensão ou rotação do pescoço;  
 9 – Caso o idoso esteja esgasgando, sente-o, e evite alimentos mais líquidos. Prefira os pastosos;
10 – Evite a posição em flexão das articulações;
11 – Faça mobilizações articulares constantes;
12 – Trocas constantes de fraldas;
13 – Manter a pele sempre seca e hidratada;
14 – Deixar os lençóis sempre esticados e sem restos alimentares;
15 – Não fazer fricção durante as transferências;
16 – Evitar o cisalhamento;
17 – Hidrate-o sempre.