Pitiríase rósea tem causa desconhecida. O maior número de casos ocorre durante o outono e inverno, fato que sugere uma relação da doença com alguma virose, hipótese ainda não confirmada. A doença tem cura espontânea em um período de 2 a 4 meses e não é contagiosa.
            Na maior parte dos casos o diagnóstico clínico é simples e automático para o Dermatologista experiente; aparece uma placa inicial oval, bem delimitada, de 2-4cm de tamanho, com um colarete escamoso característico. É a chamada “mancha mãe”. Em poucos dias ou semanas, lesões de aparência semelhante, porém menores, aparecem ao redor da lesão inicial, localizam-se predominantemente no tronco e membros superiores, mas em raras ocasiões podem estender-se aos membros inferiores e mesmo face.
            A ausência de sintomas é a regra, mas existem exceções. Geralmente quando há sintomas este é a coceira nas lesões, que pode ser leve à severa.
            O diagnóstico clínico é bem sugestivo pelo aparecimento da lesão precursora, seguimento das outras lesões em aparência e tempo característicos, assintomáticas em geral.
            Muitas vezes é necessário exame de sangue para excluir outras doenças com quadro clínico ou até biópsia da lesão para descartar outras doenças – principalmente quando a evolução for mais prolongada ou com lesões atípicas.
            A doença tem cura espontânea em um período de 2 a 4 meses e não é contagiosa e não deixa cicatrizes, necessitando orientações apenas. Para alguns pacientes, é necessário medidas de alívio da coceira e hidratação da pele. Reaparecimento da doença é raro, mas pode ocorrer.