Síndrome de Benson

Esta doença degenerativa ocorre com mais frequência em idosos e se distingue da Doença de Alzheimer. A Síndrome de Benson ou também chamada Síndrome de Atrofia Cortical, é uma desordem degenerativa rara. A sua frequência é desconhecida.
A doença da Atrofia Cortical refere-se a uma síndrome clínica na qual o processamento visual é interrompido devido a uma doença neurodegenerativa.
Os pacientes apresentam graves comprometimentos visuais de ordem progressiva e agnosia, ou seja, incapacidade de reconhecer e identificar objetos, familiares ou pessoas e apraxia que se caracteriza por provocar uma perda da habilidade para executar movimentos e gestos.
As manifestações desta síndrome incluem vários sintomas simultâneos, como:
 1- Agnosia ópticas – que compreende a incapacidade de reconhecimento visual de objetos na ausência de disfunções óticas,
2- Ataxia – que reflete uma condição de falta de coordenação dos movimentos podendo afetar a força muscular e o equilíbrio,
3- Apraxia oculomotora – uma perturbação dos movimentos oculares que dá o complicado nome à doença e se caracteriza pela impossibilidade de fixar o olhar e de deslocar voluntariamente os olhos na horizontal, tendo o doente de “atirar” a cabeça para o lado para podê-los rodar,
4-  Prosopagnosia – tratada como uma desordem rara da percepção da face, na qual a habilidade de reconhecer os rostos está danificada,
5- Alexia – é uma disfunção onde é perdida a capacidade de ler
6- Desorientação comportamental e
7- Desorientação ambiental.
8- Apraxia ideomotora – É a inabilidade de realizar atos motores sob comando verbal
9- Agrafia- perturbação da capacidade de escrever, desde o esquecimento de signos gráficos ou incapacidade de formar frases, até a incapacidade total de escrever.
10- Acalculia- trata-se de um tipo de incapacidade que dificulta a realização de simples cálculos matemáticos
A memória, linguagem, percepção e julgamento ficam relativamente preservados até mais tarde no curso da doença.
O diagnostico é feito por ressonância magnética e avaliação clinica
O tratamento da Síndrome de Benson baseia-se em ajudas visuais e tratamentos antidepressivos como paliativos.

Bicho Geografico

Qual foi a criança que nunca pegou um bicho geográfico? Hoje aqui no blog vamos falar de uma afecção de pele que não acomete só crianças, mas adultos também.
A larva migrans cutânea , dermatite serpiginosa ou dermatite pruriginosa, conhecida popularmente como bicho geográfico, é uma série de manifestações patológicas causada geralmente por parasitas específicos do intestino delgado de cães e gatos que eventualmente atingem o homem.
Por estar em pele humana, a larva não consegue se aprofundar para atingir o intestino (o que acontece no cão e no gato), e caminha sob a pele formando um túnel tortuoso e avermelhado. Mais comum em crianças, as lesões são geralmente acompanhadas de muita coceira. Os locais mais comumente atingidos são os pés e as nádegas. Pode ocorrer como lesão única ou múltiplas lesões. Devido ao ato de coçar é frequente a infecção secundária das lesões.
Sintomas como erupções avermelhadas que geram muita coceira e podem causar dor, ocasionam a falta de sono e nervosismo. Além disso, pode causar alterações pulmonares como tosse e falta de ar e alergia em razão das substâncias tóxicas liberadas.
A transmissão do bicho geográfico acontece quando há contato da pele com as larvas. As larvas que causam o bicho geográfico são mais comuns em areias das praias, porém elas se espalham em qualquer terreno que lhes dê as condições necessárias de temperatura e umidade. Quando a pessoa pisa ou senta sobre local infestado pelas larvas, elas podem furar a pele e contaminar o indivíduo.
Dependendo da extensão da doença, o tratamento pode ser feito por via oral para os casos mais extensos ou com o uso de medicação tópica nos casos mais brandos. Para prevenir a infecção pela larva migrans deve-se evitar andar descalço em locais frequentados por cães e gatos e cobrir as caixas de areia durante a noite para evitar sua utilização por gatos para defecar. Recolha as fezes de seu cachorro e estimule os outros donos de animais a fazerem o mesmo. Não leve animais para a praia.