Qual foi a criança que nunca pegou um bicho geográfico? Hoje aqui no blog vamos falar de uma afecção de pele que não acomete só crianças, mas adultos também.
A larva migrans cutânea , dermatite serpiginosa ou dermatite pruriginosa, conhecida popularmente como bicho geográfico, é uma série de manifestações patológicas causada geralmente por parasitas específicos do intestino delgado de cães e gatos que eventualmente atingem o homem.
Por estar em pele humana, a larva não consegue se aprofundar para atingir o intestino (o que acontece no cão e no gato), e caminha sob a pele formando um túnel tortuoso e avermelhado. Mais comum em crianças, as lesões são geralmente acompanhadas de muita coceira. Os locais mais comumente atingidos são os pés e as nádegas. Pode ocorrer como lesão única ou múltiplas lesões. Devido ao ato de coçar é frequente a infecção secundária das lesões.
Sintomas como erupções avermelhadas que geram muita coceira e podem causar dor, ocasionam a falta de sono e nervosismo. Além disso, pode causar alterações pulmonares como tosse e falta de ar e alergia em razão das substâncias tóxicas liberadas.
A transmissão do bicho geográfico acontece quando há contato da pele com as larvas. As larvas que causam o bicho geográfico são mais comuns em areias das praias, porém elas se espalham em qualquer terreno que lhes dê as condições necessárias de temperatura e umidade. Quando a pessoa pisa ou senta sobre local infestado pelas larvas, elas podem furar a pele e contaminar o indivíduo.
Dependendo da extensão da doença, o tratamento pode ser feito por via oral para os casos mais extensos ou com o uso de medicação tópica nos casos mais brandos. Para prevenir a infecção pela larva migrans deve-se evitar andar descalço em locais frequentados por cães e gatos e cobrir as caixas de areia durante a noite para evitar sua utilização por gatos para defecar. Recolha as fezes de seu cachorro e estimule os outros donos de animais a fazerem o mesmo. Não leve animais para a praia.