Uma das patologias que mais prejudica o bem
estar do idoso a constipação intestinal, quanto mais idade tem pior é sua
alimentação.
Muitos idosos com o passar do tempo vão comendo
cada vez menos e o aporte de fibra cada vez diminuindo mais, e com isso vem
esse problema que não afeta só idoso, mais prejudica mais essa idade.
 
 
Constipação intestinal
é quando o paciente evacua até duas vezes por semana (menos de uma vez a cada
3-4 dias) ou há excessiva dificuldade para defecar e com fezes excessivamente
duras e pequenas, sob excessivo esforço defecatório.
Entre as causas possíveis de prisão de ventre, no
idoso podemos citar:
·
Ingestão
insuficiente de líquidos.
·
Dieta
inadequada, com elevado consumo de proteína animal e carboidratos, e baixo
consumo de fibras (causa muito comum de prisão de ventre).
·
Alterações
na rotina diária do indivíduo, como, por exemplo, viagens.
·
Sedentarismo.
·
Imobilidade,
como no caso das pessoas que ficam restritas à cama.
·
Consumo
excessivo de laticínios.
·
Estresse
emocional.
·
Frequentemente
não evacuar na hora que sente vontade. Isso pode ocorrer em pessoas com
hemorroidas ou fissura anal, pois, como a evacuação é dolorosa, o indivíduo
acaba segurando a fezes com receio de sentir dor.
·
Uso abusivo
de laxantes, que a longo prazo podem enfraquecer a musculatura intestinal.
·
Alterações
na musculatura pélvica.
·
Pseudo-constipação,
que é o caso do paciente que refere constipação, mas, na verdade, não preenche
critérios para esse diagnóstico.
 
 
Doenças
orgânicas que podem provocar prisão de ventre:
·
Diabetes
mellitus
·
Hipotireoidismo
·
Depressão
·
Distúrbios
de ansiedade.
·
Anorexia
nervosa.
·
Esclerose
múltipla
·
Doença de
Parkinson.
·
Lesão da
medula.
·
AVC.
·
Câncer do
cólon.
·
Câncer do
reto.
·
Síndrome do
intestino irritável.
Medicamentos
que podem causar constipação intestinal:
·
Analgésicos
opioides (derivados da morfina).
·
Anti-histamínicos.
·
Anti-inflamatórios.
·
Antidepressivos.
·
Antiepiléticos.
·
Antiespasmódicos.
·
Antipsicóticos.
·
Suplementos
de ferro.
·
Antiácidos
à base de alumínio.
·
Bário
(usado em exames radiológicos).
 
 
O
ponto crucial para o tratamento da maioria dos pacientes com constipação
intestinal crônica é corrigir os vícios alimentares. Isso envolve o aumento da
ingestão de fibras e de líquidos e redução do consumo de agentes constipantes,
como café, leite, chá e álcool. Com relação às fibras, preferimos que o
indivíduo aumente a ingestão de fontes naturais, como frutas, verduras,
cereais, na quantidade média de 25-30g/dia, que são nutricionalmente superiores
às fibras purificadas e vendidas. Quando o paciente não consegue atingir essa
meta, podemos prescrever suplementos de fibras
 
 
Como prevenir a constipação intestinal?

Alimente-se em horários regulares;
• Mastigue bem os alimentos;
• Prefira refeições mais variadas, ricas em frutas, verduras e cereais;
• Reduza a quantidade de gordura ingerida;
• Evite bebidas alcoólicas, chocolate, café, e alimentos que levem a produção
excessiva de gases, como: brócolis, cebola, couve-flor, feijão;
• Beba bastante líquido, mais ou menos 2 litros por dia;
• Tente determinar um horário específico para evacuação;
• Obedeça, sempre que possível, à vontade de evacuar;
• Evitar distrações durante a evacuação, como ler revistas, jornais, falar ao
telefone, etc;
• Pratique exercícios regularmente;
• Não utilize laxantes por conta própria. Se você não consegue evacuar sem o
uso desses medicamentos, procure um médico!

 

 Beijos Leandro

 

 
Muito tempo que eu não posto nada de geriatria aqui no blog, pois infelizmente não é um
universo bastante extenso e realmente andei sem tempo.
Então hoje vamos falar de um carro chefe na terceira idade, a hipertensão (pressão alta),
a grande maioria chega à terceira idade com ela, pode ser obeso, magro, negro,
branco, homem ou mulher, a hipertensão não escolhe sua vitima.
 
 
 
 
Para você ter uma ideia, mais ou menos 50% dos homens e mulheres acima dos 50 anos apresenta hipertensão. Aos 60 anos, essa porcentagem sobe para 60% e, daí em diante, não pára de crescer.
São tão comuns os casos de hipertensão em idosos que não seria exagero dizer
que, depois de certa idade, é quase normal ter pressão alta.
O pior problema da pressão alta é que não grande maioria das vezes ela é silenciosa, isso quer dizer a pessoa não sente nada, por isso, é conhecida como a “matadora silenciosa”.
Sintomas com dor de cabeça, mal estar, tonturas e sangramento nasal não necessariamente tem haver com níveis elevados da pressão arterial. Muitas vezes, o diagnóstico de hipertensão arterial  é realizado apenas na presença de complicações cardiovasculares. Muitos idosos hipertensos podem apresentar sintomas que queda transitória da pressão arterial, como
tonturas e desmaio. Essa situação, geralmente é fruto de hipotensão postural (queda
da pressão arterial ao adotar a posição de pé), a qual pode estar associada ao
uso das medicações.
Uma hipertensão mal tratada ou sem tratamento nenhum pode levar a varias complicações, abaixo vou listar essas complicações:
– Coração: a hipertrofia do ventrículo esquerdo (espessamento anormal do músculo cardíaco, resultante de uma sobrecarga causada por uma pressão arterial aumentada), é uma das primeiras anormalidades cardíacas decorrentes da hipertensão arterial (HAS). Outras
complicações cardíacas são: angina do peito, infarto do miocárdio,
insuficiência cardíaca, arritmias cardíacas e distúrbios da condução elétrica
do coração. 
– Cérebro: isquemia cerebral transitória, acidente vascular cerebral (derrame cerebral) e demência vascular. 
– Rins: disfunção renal com perda urinária de proteínas até insuficiência renal crônica.
– Vasos:  aterosclerose (formação de placas de gordura ou ateromas na parede das artérias) e doenças da aorta (aneurismas
e outras).
– Olhos: comprometimento da retina, podendo chegar à cegueira.         
O diagnostico de hipertensão é fácil, só aferir com o aparelho de pressão em um ambiente que de preferência não seja um consultório medico pela síndrome do avental branco (onde a pressão eleva pelo simples fato de você está na frente do medico)   
Considera-se hipertenso o idoso com pressão igual ou acima de 14/9.
 
 
 
 
 Como meio de prevenção primária da hipertensão, recomendam as seguintes
alterações ao estilo de vida:

Manter o peso normal em adulto isso quer dizer que o IMC tem que está entre 20–25.
O cálculo do IMC é feito dividindo o peso (em quilogramas) pela altura (em metros) ao quadrado.
É simples calcular o seu IMC.
Por exemplo, se o seu peso é 80
kg e a sua altura é 1,80m, a fórmula para calcular o IMC ficará:
IMC = 80 ÷ 1,802
IMC = 80 ÷ 3,24
IMC = 24,69
Reduzir o consumo de sódio para <100 mmol/ dia (<6 g de cloreto de sódio ou
<2,4 g de sódio por dia);

Praticar atividade física aeróbica de forma regular, como caminhar a pé (≥30 min. por dia, a maior parte dos dias da semana);
Limitar o consumo de álcool a 3 unidades por dia em
homens e 2 unidades por dia em mulheres;

Manter uma dieta rica em fruta e vegetal (pelo menos cinco porções por dia).
 Parar de fumar
O  tratamento da hipertensão arterial (HAS) pode ser dividido em não-medicamentoso e medicamentoso. 
Valores abaixo de 120/80 mmHg (pressão arterial ótima), seria a meta ideal a ser  obtida em todos os pacientes, no entanto, estes valores não costumam  ser facilmente alcançados.
Em grande parte dos pacientes, a meta mais realista é manter a pressão arterial  pelo menos abaixo de 140/90 mmHg.
O objetivo do tratamento da hipertensão no idoso é a redução gradual da pressão arterial para valores abaixo de 140/90 mmHg (14/9). Em pacientes com valores muito elevados de
pressão sistólica, podem ser mantidos inicialmente níveis de até 160 mmHg . Não
está bem estabelecido o nível mínimo tolerável da pressão diastólica (mínima),
mas estudos sugerem que redução abaixo de 65mmHg pode implicar numa pior evolução.
          O tratamento não-medicamentoso é recomendado para os idosos. Quando o
tratamento medicamentoso for necessário, a dose inicial deve ser mais baixa, e
o aumento das doses ou a associação de novos medicamentos deve ser feito com
mais cuidado, especialmente em idosos frágeis . Grande parte dos idosos tem
outros fatores de risco, lesão de órgão-alvo ou doença cardiovascular associada, fatores que devem nortear a escolha do anti-hipertensivo inicial. A maioria, porém, necessita de uma terapia combinada (associação de medicamentos), principalmente para o controle adequado da pressão sistólica (máxima). O estudo HYVET demonstrou que idosos com mais de 80 anos , reduzir a pressão sistólica para níveis de 150 mmHg ou menos , reduzia o risco de derrame cerebral ,
insuficiência cardíaca e morte.

Essas ulceras são muito comum em pessoas de certa idade que ficam muito tempo em uma posição
só, ou que usam fralda. Na maioria das vezes são idosos acamados ou com muita dificuldade de deambular e ficam sentados na maioria do seu tempo.

 

 

 

A úlcera de pressão pode ser definida como uma lesão de pele causada pela interrupção sanguínea em uma determinada área, que se desenvolve devido a uma pressão aumentada por um período prolongado. Também é conhecida como úlcera de decúbito, escara ou escara de decúbito. O termo escara deve ser utilizado quando se tem uma parte necrótica ou crosta preta na lesão.
          Os fatores que podem ajudar o idoso a ter mais propensão a ulcera são: imobilidade, pressões prolongadas, fricção, traumatismos, idade avançada, desnutrição, incontinência urinária e fecal, infecção, deficiência de vitamina, pressão arterial, umidade excessiva, edema.
            Existem 4 fases da ulceras e essas fases são chamadas de estagio. Essas fases ajudam o medico e também o cuidador a identificar e tratar melhor o problema.
             O local mais freqüente para o seu desenvolvimento é na região sacra, calcâneo, nádegas, trocânteres, cotovelos e tronco.
 
 
 
 
            Existem 4 fases da ulceras e essas fases são chamadas de estagio. Essas fases ajudam o medico e também
o cuida dor a identificar e tratar melhor o problema.
            Estágio I – quando a pele está intacta, mas se observa vermelhidão e um pouco de ulceração de pele.
Estágio II – quando a pele já está perdendo sua espessura, manifestando abrasão, bolha ou cratera superficial.
Estágio III – quando se observa uma ferida de espessura completa, envolvendo a epiderme, a derme e o subcutâneo.
(Estágio IV – quando se tem uma lesão significante, onde há a destruição ou necrose para os músculos, ossos e estruturas de suporte (tendões e cápsula articular).
            O melhor tratamento é a prevenção da ulcera. E essa pode ser feita assim:
 – A pele deverá ser limpa no momento que se sujar. Evite água quente e use um sabão suave para não causar irritação ou ressecamento da pele, tipo de glicerina. A pele seca deve ser tratada com cremes hidratantes de uso comum.
– Evite massagens nas regiões de proeminências ósseas se observar avermelhamento, manchas roxas ou
bolhas, pois isto indica o início da escara e a massagem vai causar mais danos.
– Se a pessoa não tem controle da urina use fraldas descartáveis ou absorventes e troque a roupa assim que possível. O uso de pomadas como hipoglós também ajuda a formar uma barreira contra a umidade.
– O uso de um posicionamento adequado e uso de técnicas corretas para transferência da cama para cadeira e mudanças de posição podem diminuir as feridas causadas por fricção. A pessoa precisa ser erguida ao ser movimentada e nunca arrastada contra o colchão.
– A mudança de posição ou decúbito deve ser feita pelo menos a cada duas horas se não houver
contra-indicações relacionadas às condições gerais do paciente. Um horário por escrito deve ser feito para evitar esquecimentos.
– As pessoas que não estão se alimentando bem precisam receber uma complementação alimentar para que
não fique com deficiências que podem levar a pele a ficar mais frágil.
– Travesseiros ou almofadas de espuma devem ser usados para manter as proeminências ósseas (como os joelhos) longe de contato direto um com o outro. Os calcanhares devem ser mantidos levantados da cama usando um travesseiro debaixo da panturrilha ou barriga da perna.
 
 
 
 
– Quando a pessoa ficar na posição lateral deve-se evitar a posição diretamente sobre o trocanter do fêmur.
– A cabeceira da cama não deve ficar muito tempo na posição elevada para não aumentar a pressão nas nádegas, o que leva ao desenvolvimento da úlcera de pressão.
– Se a pessoa ficar sentada em cadeira de rodas ou poltrona use uma almofada de ar, água, mas nunca use aquelas almofadas que tem um orifício no meio (roda de água), pois elas favorecem o aumento da pressão e a presença da ferida.
 
 
 
 
– Use aparelhos como o trapézio, ou o forro da cama para movimentar (ao invés de puxar ou arrastar) a pessoa que não consegue ajudar durante a transferência ou nas mudanças de posição.
– Use um colchão especial que reduz a pressão como colchão de ar ou colchão de água. O colchão caixa de ovo aumenta o conforto, mas não reduz a pressão. Para a pessoa que já tem a úlcera o adequado é o colchão de Ar ou água.
– Evite que a pessoa fique sentada ininterruptamente em qualquer cadeira ou cadeira de rodas. Os indivíduos que são capazes devem ser ensinados a levantar o seu peso a cada quinze minutos, aqueles que não conseguem devem ser levantados por outra pessoa ou levados de volta para a cama.
 
 
 
 
– Diariamente deve-se examinar a pele da pessoa que pode ter escaras para observar. Se apresentar início de problema não deixar a pessoa sentar ou deitar encima da região afetada e procurar descobrir a causa do problema para que não agrave.
– Para tratamento da úlcera é preciso uma avaliação do profissional do estágio da ferida, porém em todos os casos lave somente com soro fisiológico ou água, não use sabão, sabonete, álcool, mertiolate, mercúrio cromo, iodo (povidine). Não deixe a pessoa deitada ou sentada encima da ferida, veja se as medidas de prevenção citadas acima estão sendo colocadas em prática.
Categorias:
Tags:

Sarcopenia

            Hã? Mas doutor o que é Sarcopenia? Reação típica
quando alguém ou algum familiar recebe esse diagnostico.




         
Sarcopenia é uma síndrome caracterizada
pela perda progressiva e generalizada da força e massa muscular, que ocorre em
consequência do envelhecimento. Os mecanismos envolvidos no aparecimento e
progressão da sarcopenia ainda não são completamente
conhecidos, mas sabe-se que alguns fatores com: A diminuição dos níveis de
hormônios esteróides, aumento da
inflamação,a perda da integridade
neuromuscular, inatividade física, diminuição da ingestão protéica
( desnutrição), aumento dos níveis de citocinas pró-inflamatórias, contribuem
para esse processo. Esta perda de massa e força muscular que é
quantitativa e qualitativa, gera no idoso uma  diminuição da mobilidade,
aumento da incapacidade funcional e de sua dependência nas atividades,
podendo levar até mesmo, a conseqüências mais graves como quedas e
fraturas. 
     
    Geralmente a sarcopenia é observada principalmente em idosos, mas
também pode se desenvolver em adultos jovens, e em casos de demência e
osteoporose. 
     
   
 Os principais fatores de risco para a sarcopenia
incluem sexo feminino, sedentarismo, tabagismo, atrofia por desuso (muito comum
em acamados, pois ficam na mesma posição praticamente 24h por dia), saúde
fragilizada e fatores genéticos.
     
 
   Para
identificar a doença é importante ficar atento aos sinais que a sarcopenia
deixa, como por exemplo, a dificuldade em levantar da cadeira e sofá sem ter o
apoio das mãos, já que a doença causa a perda da força muscular.
     
 
   Outro sintoma importante é que os
pacientes que sofrem da doença também passam por dificuldades para fazer
caminhadas e ficar de pé sem o apoio de outra pessoa ou até mesmo de muletas,
como acessório de base.
     
    A sarcopenia pode ser divida em primaria e secundaria como mostra
o quadro abaixo.

             
          Alguns métodos para o diagnóstico da sarcopenia incluem:
Ressonância magnética, densitometria óssea, performance em testes físicos, circunferência e força muscular.


          O melhor tratamento da sarcopenia é a sua
prevenção. A atividade física regular é essencial para uma vida saudável e se
torna imperativo nos dias atuais, onde a população envelhece com saúde até os
80-90 anos, mas depois que você já tem a doenças o tratamento
pode ser reposição de esteróides sexuais, reposição
de GH, exercício físico e suplementos nutricionais
          Procure seu médico, porque só ele saberá te informar e tratar a sarcopenia.

          O ácido fólico é uma vitamina do complexo B, que ajuda a prevenir malformações no cérebro e medula espinhal do feto, quando ingeridos antes e durante as três primeiras semanas de gestação. Isso a maioria da população já sabe principalmente as mulhures. Esta prática, evita doenças do tubo neural, como a espinha bífida (mais comum) e a anencefalia. 





          O que a maioria da população não sabe, e que a terceira idade deveria saber, é que algumas funções cognitivas do cérebro, que são deterioradas com a idade, são beneficiadas com o suplemento de ácido fólico.




          Estudos observaram que as pessoas cuja dieta é rica em alimentos com ácido fólico, ou pessoas que tomam o mesmo em forma de vitamina estão menos propensas a sofrer de mal de Alzheimer, doença que provoca a perda da memória devido à atrofia cerebral.



           Os idosos que consumiram no mínimo 400 microgramas de ácido fólico ao dia reduziram em 55% as chances de desenvolver Alzheimer. Isso porque o ácido ajuda a manter baixos os níveis de homocisteína, substância que, em excesso, atrapalha a oxigenação cerebral e aumenta a perda de neurônios.

          Em quais alimentos encontramos esta vitamina?
          Em frutas cítricas: 
          – Laranja
          – Limão
          – Morango   
          – Tangerina 
          – Pêssego
          – Vegetais verdes folhosos 
          – Feijão 
          – Amendoim
          – Brócolis
          – Aspargos
          – Ervilha 
          – Lentilha 
          – Cereais integrais como granolas 
          – Pães 
          – Farelos