Nem todo mundo que tem um infarto sente dor no peito, infelizmente nessas pessoas é muito difícil diagnosticar o problema, e elas acabam tendo duas vezes mais risco de morrer ao chegar ao ambulatório.
Por isso hoje vamos falar um pouquinho mais sobre o infarto.
              O infarto é a falta de circulação em uma área do músculo cardíaco, cujas células morrem por ficarem sem receber sangue com oxigênio e nutrientes. A interrupção do fluxo de sangue para o coração pode acontecer de várias maneiras.  A gordura vai se acumulando nas paredes das coronárias, as artérias que irrigam o próprio coração. Com o tempo, forma placas, impedindo que o sangue flua livremente. Assim, basta um espasmo, que uma contração involuntária de um músculo, que pode ser provocado pelo estresse, para que a passagem da circulação se feche. Outra possibilidade ocorre quando a placa cresce tanto que obstrui completamente a passagem do sangue. Ou seja, o infarto pode acontecer por entupimento (quando as placas de gordura entopem completamente a artéria, o sangue não passa). Assim, as células no trecho que deixou de ser banhado pela circulação acabam morrendo.
              O principal sinal é a dor muito forte no peito, que pode se irradiar pelo braço esquerdo e pela região do estômago.  Deve-se correr contra o relógio, procurando um atendimento imediato, pois a área do músculo morta cresce como uma bola de neve com o passar do tempo.
               Atenção para os sinais e sintomas de um possível ataque cardíaco:
               1) uma pressão desconfortável no peito ou nas costas que demora mais do que alguns minutos para ir embora.
               2) a dor espalha-se para os ombros, pescoço ou braços.
               3) A dor no peito vem acompanhada de tonturas, suor, náusea, respiração curta ou falta de ar e sensação de plenitude gástrica.

Alguns pontos importantes na prevenção:
               -Ter uma dieta equilibrada, reduzindo a ingestão de gorduras saturadas e aumentando as fibras, frutas, vegetais e cereais.
               -Prática regular de atividades físicas.
               -Manter o peso ideal, com índice de massa corpora abaixo de 25 kg/m², evitando a obesidade e seus danos à saúde.
               -Dosar os níveis de colesterol e triglicérides pelo menos a cada 5 anos a partir dos 35 anos.
               -Acompanhar a glicemia nas pessoas com mais de 45 anos, para detecção precoce de diabetes mellitus.
               -Medir a pressão arterial a cada 2 anos ou em todas as consultas médicas para evitar os danos causados pela hipertensão artéria não controlada.
               -Abandonar o cigarro para prevenir o infarto do miocárdio e outras doenças como o câncer de pulmão e a doença pulmonar obstrutiva crônica.
               -Procurar reduzir o estresse com massagens, ioga, exercícios físicos em geral e meditação.

   Ter um estilo de vida saudável ajuda a diminuir a mortalidade nos casos de infarto.
 


A prática de atividade física na terceira idade está se tornando um fenômeno cada vez mais comum. Isso porque praticar atividade física melhora a qualidade de vida das pessoas em idade avançada.
Existem cada vez mais evidências científicas apontando o efeito benéfico de um estilo de vida ativo na terceira idade.
– Melhora da velocidade de andar.
– Melhora do equilíbrio.
– Aumento do nível de atividade física espontânea.
– Melhora da auto-eficácia.
– Contribuição na manutenção e/ou aumento da densidade óssea.
– Ajuda no controle do Diabetes, artrite, Doença cardíaca.
– Melhora da ingestão alimentar.
– Diminuição da depressão.
Uma das principais causas de acidentes e de incapacidade na terceira idade é a queda que geralmente acontece por anormalidades do equilíbrio, fraqueza muscular, desordens visuais, anormalidades do passo, doença cardiovascular, alteração cognitiva e consumo de alguns medicamentos. O exercício contribui na prevenção das quedas através de diferentes mecanismos:
1- Fortalece os músculos das pernas e costas.
2- Melhora os reflexos.
3- Melhora a sinergia motora das reações posturais.
4- Melhora a velocidade de andar.
5- Incrementa a flexibilidade.
6- Mantém o peso corporal.
7- Melhora a mobilidade.
8- Diminui o risco de doença cardiovascular.
Segundo pesquisa cientifica, a  participação de um idoso em um programa de exercício leva à redução de 25% nos casos de doenças cardiovasculares, 10% nos casos de acidente vascular cerebral, doença respiratória crônica e distúrbios mentais. Talvez o mais importante seja o fato que reduz de 30% para 10% o número de indivíduos incapazes de cuidar de si mesmos.
A qualidade de vida na terceira idade é aliada principal para ter longevidade e a prática de atividade física resgata características de saúde juvenil para população de idade avançada, isto tem um valor inestimável. Portanto todo idoso deve procurar um programa de atividade física de acordo com suas características e restrições, se possível, acompanhado de um profissional gabaritado.

Arteriosclerose

Arteriosclerose é um processo degenerativo do qual resulta o endurecimento e espessamento da parede das artérias.
A doença pode acometer qualquer vaso sangüíneo, sendo os mais freqüentes: artéria aorta (principal vaso do corpo humano), artérias coronárias (as que irrigam o coração), artérias cerebrais (as que irrigam o cérebro) e as artérias periféricas (as que irrigam braços e pernas).
 
A aterosclerose é a mais frequente, atinge artérias de grande e médio calibre, desencadeada pela acumulação de gordura, cálcio e outras substâncias nas paredes internas das artérias. A zona onde há a acumulação chama-se de placa. Esta reduz o calibre da artéria provocando diminuição da quantidade de sangue que consegue passar e consequente aumento do esforço do coração para bombear. Este esforço provoca hipertensão arterial sistólica.
Agumas características, que foram denominadas “fatores de risco”:
Idade – Predominante na faixa de 50 a 70 anos.
Sexo – Predominante no sexo masculino, pois as mulheres são “protegidas”desviando suas gorduras sanguíneas para a produção de hormônio feminino (estrogênio). Após a menopausa a “proteção”desaparece.
Hiperlipidemia – Indivíduos que têm altos níveis de gorduras circulantes no sangue, sendo o colesterol a principal delas (altos níveis de colesterol LDL (colesterol ruim), baixos níveis de colesterol HDL (colesterol bom), depositam este excesso nas artérias obstruindo-as progressivamente.
Tabagismo Os indivíduos que fumam têm um risco nove vezes maior de desenvolver a arteriosclerose que a população não fumante. A decisão de parar de fumar modifica favoravelmente a evolução dos pacientes sintomáticos.
Hipertensão – A hipertensão arterial provoca alterações na superfície interna das artérias, facilitando a penetração das gorduras na parede arterial.
Sedentarismo – A atividade física reduz os níveis de colesterol e favorece a circulação.
História familiar – Assim como a idade e o sexo, não podemos mudar nossa herança genética, e este é um fator também importante, não devendo ser negligenciado. Há famílias que, por diversos desvios metabólicos, estão mais sujeitos à doença.
Sintomas mais comuns da Arteriosclerose
– Dilatações de algumas áreas dos vasos sangüíneos (aneurismas);
– Dor no peito tipo facada (angina ou infarto);
– Dores fortes na cabeça (derrame cerebral);
– Dores em braços e pernas (trombose).
 A arteriosclerose não tem cura, mas sua progressão pode ser diminuída ou detida. Esta doença exige constante acompanhamento médico e mudanças no estilo de  vida (remédios para diminuir o colesterol, modificação da dieta, perda de peso, abandonar o cigarro e aumento da atividade física).
Para prevenir a arteriosclerose é preciso não fumar, controlar os níveis de colesterol e de pressão arterial, praticar atividade física regularmente, adotar uma dieta rica em fibras e pobre em gordura, controlar o diabetes e manter peso adequado para a respectiva idade e altura.
Os acidentes vasculares cerebrais são a segunda principal causa de óbito no mundo somente em um ano, cerca de 7 milhões de pessoas morrem em decorrência do problema.

Sinais alertam para a ocorrência do AVE (derrame), em muitos casos, os sintomas de um acidente vascular cerebral são difíceis de serem identificados. No entanto, reconhecê-los pode salvar uma vida. A pessoa que está tendo um derrame pode apresentar os seguintes sintomas:
• Diminuição ou perda súbita de força na face, braço ou perna de um lado do corpo;
• Alteração aguda da fala, incluindo dificuldade para articular frases e se expressar ou para compreender a linguagem;
• Perda súbita de visão em um ou nos dois olhos;
• Dor de cabeça súbita e intensa sem causa aparente;
• Instabilidade, vertigem súbita intensa e desequilíbrio associado a náuseas ou vômitos.
Mas às vezes é difícil perceber esses sintomas então um grupo de pesquisadores reconheceu que bastam 3 perguntas e um gesto para o rápido reconhecimento de um “derrame”.

Reconhecendo um derrame:

Lembrar as três etapas. Às vezes os sintomas de um derrame são difíceis de identificar. Infelizmente, a falta da consciência leva ao desastre. A vítima do derrame pode sofrer danos no cérebro quando as pessoas próximas falham em reconhecer os sintomas. Os médicos dizem que um observador pode reconhecer um derrame fazendo três simples perguntas:
1. * Peça o indivíduo para SORRIR.
2. * Peça que LEVANTEM AMBOS OS BRAÇOS.
3. * Peça que a pessoa FALE uma SENTENÇA SIMPLES, por exemplo: o dia está ensolarado hoje
Outro sinal de um derrame seria, colocar a língua de fora. Peça à pessoa para por a língua de fora…
Se a língua estiver torta ou for para um lado ou para outro, isso é indicação de AVC.
Se a pessoa tiver problema com as algumas destas tarefas, chame um medico imediatamente e descreva os sintomas.

Pele do Idoso

A pele dá proteção e regula a temperatura do corpo. É uma barreira protetora impermeável que impede a perda de líquidos e a penetração de substância e de microorganismos. Protege o organismo das radiações ultravioletas do sol e é a sede de reações imunológicas relacionadas com a defesa do organismo.
               Na terceira idade todas estas funções da pele decaem tornando-a mais frágil, mais sujeita às agressões do meio ambiente, especialmente no que se diz respeito aos raios solares. A exposição continuada e intensa ao sol acelera o processo de envelhecimento da pele.
               A irradiação solar acelera o processo de envelhecimento da pele, podendo produzir queimaduras e desenvolver certos tipos de canceres de pele. Há vários fatores que interferem no processo, que vão desde o tempo de exposição ao sol até o horário do dia , o local geográfico em que se habita e a estação do ano.
                A radiação ultravioleta é a mais agressiva à pele e esta ocorre na sua maior parte entre às 11:00 AM e 14:00 PM , mesmo com céu nublado e ao abrigo da sombra.
               A luz solar por outro lado, é fundamental para a produção de vitamina D pela pele, o que leva à necessidade de exposição regular ao sol, que evidentemente deve ser moderada.
               A perda de água da pele (desidratação) inicia-se por volta dos 25 anos e é acompanhada do desaparecimento de fibras do colágeno, proteínas que são a base da sua elasticidade.
               Com isso a pele tende a se tornar enrugada e mais delgada com o tempo. Há diminuição das glândulas sebáceas e sudoríparas tornando a pele mais seca e com menor capacidade de adaptação às variações de temperatura do meio ambiente.
               Ocorre também uma diminuição no número de vasos sangüíneos e também da sua função imunológica, o que facilita as infecções. Com a terceira idade ocorre diminuição de folículos pilosos com a conseqüente queda no número de cabelos e pelos. Há diminuição no crescimento das unhas que se tornam mais quebradiças.
               Na terceira idade também observa-se o aparecimento de angiomas ou manchas avermelhadas e o crescimento de cistos sebáceos localizados no subcutâneo. No processo de envelhecimento há uma diminuição na produção de pigmentos que dão cor aos cabelos. Este fato gera o embranquecimento capilar que não necessariamente significa idade avançada.
               Os distúrbios da pele são facilmente reconhecidos e se apresentam através de erupções, eczemas, manchas, bolhas e vesículas, pústulas, urticária, coceiras, nódulos ou tumores.
               O exame da pele feita por pessoa experiente traz informações inestimáveis sobre o estado de saúde do organismo indicando vários diagnósticos. O exame da pele basicamente é o visual, sendo complementado por reações laboratoriais muito simples e pela biopsia.
               As doenças da pele são muito comuns em qualquer idade.
Há inúmeras causas para as manifestações cutâneas que vão desde as alérgicas, até as manifestações cancerosas, passando por irritações devidas a tóxicos, substâncias químicas, medicamentos, raios ultravioletas e infecções. Algumas doenças também apresentam manifestações cutâneas, como por exemplo , o diabetes.
               Várias situações de forte emoção também podem levar a manifestações cutâneas. Na terceira idade se destacam as infecções, a escara de decúbito, os tumores de pele e a dermatite ou eczema.
               A maioria das doenças de pele são acompanhadas de prurido ou coceira que é um sintoma muito freqüente em qualquer idade sendo comum em diversas doenças que podem atingir o idoso, como ocorre na insuficiência renal (devido ao aumento da uréia) e na icterícia (doenças do fígado e da vesícula, por exemplo).
              O diabetes, a anemia e certos distúrbios da tireóide podem também se acompanhar de coceiras pelo corpo. Alguns tumores malignos como os de pulmão e de mama, em geral, provocam uma sensação desagradável, levando o indivíduo a coçar-se em busca de alívio. Situações psicológicas como o estresse podem ser acompanhadas de coceira severa.