Idoso e o inverno

Com a chegada do inverno
o consultório de geriatria lota,
pois com o
frio algumas doenças pioram no idoso. Geralmente os problemas respiratórios ou
as dores reumáticas são as principais queixas.

Dentre os problemas respiratórios temos:
A gripe, que é
causada pelo vírus influenza. Seus sintomas geralmente aparecem de forma
repentina, com febre, vermelhidão no rosto, dores no corpo e cansaço. Entre o segundo e o quarto dia, os
sintomas do corpo tendem a diminuir enquanto os sintomas respiratórios
aumentam, aparecendo com frequência uma tosse seca.
No idoso, pode evoluir
de forma grave ou mesmo fatal para pneumonia, broncopneumonia, bronquite,
sinusite, otite, encefalite e miocardite. Por isso existe a campanha da vacina
contra a gripe para os idosos.
A DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica)
agrupa duas enfermidades diferentes: bronquite crônica e enfisema. A causa mais comum da DPOC é o
tabagismo
. Geralmente a DPOC apresenta piora da sintomatologia
durante o inverno, levando o paciente, com freqüência, para o hospital. Seu quadro
Caracteriza-se por tosse crônica, falta de ar aos esforços, cansaço físico e
infecções de repetição.

 Alguns cuidados tem
que ser tomado nessa época para não desenvolver ou piorar essa doença no idoso.
Além
da vacina da gripe, é importante adotar medidas simples, como: evitar
aglomerações ou ficar próximo de pessoas gripadas; manter os ambientes
arejados, deixando as janelas abertas pelo menos algumas horas do dia para a
circulação do ar; ingerir água ou líquidos para facilitar a eliminação de
possíveis secreções nos pulmões; e, algumas vezes, realizar respirações profundas
para “estimular” a circulação de ar nos pulmões, uma vez que com o
envelhecimento ocorre um aumento da rigidez na musculatura respiratória,
dificultando as trocas gasosas. 

As quedas de
temperatura durante o inverno agravam os sintomas nos pacientes reumáticos. No
inverno, a tendência das pessoas é de contrair a musculatura e a rigidez agrava
os processos reumáticos articulares. Os principais sintomas são dores nas
juntas, inchaço e febre. Alguns dos reumatismos mais conhecidos são a artrite,
a artrose e a fibromialgia. 

Alguns cuidados tem que ser tomado nessa época para não desenvolver
ou piorar essa doença no idoso.
Usar roupas
quentes, exercícios de fisioterapia e de cuidados postural, ficar em um
ambiente mais aquecido, reduzem expressivamente as dores.


Pele do Idoso

A pele dá proteção e regula a temperatura do corpo. É uma barreira protetora impermeável que impede a perda de líquidos e a penetração de substância e de microorganismos. Protege o organismo das radiações ultravioletas do sol e é a sede de reações imunológicas relacionadas com a defesa do organismo.
               Na terceira idade todas estas funções da pele decaem tornando-a mais frágil, mais sujeita às agressões do meio ambiente, especialmente no que se diz respeito aos raios solares. A exposição continuada e intensa ao sol acelera o processo de envelhecimento da pele.
               A irradiação solar acelera o processo de envelhecimento da pele, podendo produzir queimaduras e desenvolver certos tipos de canceres de pele. Há vários fatores que interferem no processo, que vão desde o tempo de exposição ao sol até o horário do dia , o local geográfico em que se habita e a estação do ano.
                A radiação ultravioleta é a mais agressiva à pele e esta ocorre na sua maior parte entre às 11:00 AM e 14:00 PM , mesmo com céu nublado e ao abrigo da sombra.
               A luz solar por outro lado, é fundamental para a produção de vitamina D pela pele, o que leva à necessidade de exposição regular ao sol, que evidentemente deve ser moderada.
               A perda de água da pele (desidratação) inicia-se por volta dos 25 anos e é acompanhada do desaparecimento de fibras do colágeno, proteínas que são a base da sua elasticidade.
               Com isso a pele tende a se tornar enrugada e mais delgada com o tempo. Há diminuição das glândulas sebáceas e sudoríparas tornando a pele mais seca e com menor capacidade de adaptação às variações de temperatura do meio ambiente.
               Ocorre também uma diminuição no número de vasos sangüíneos e também da sua função imunológica, o que facilita as infecções. Com a terceira idade ocorre diminuição de folículos pilosos com a conseqüente queda no número de cabelos e pelos. Há diminuição no crescimento das unhas que se tornam mais quebradiças.
               Na terceira idade também observa-se o aparecimento de angiomas ou manchas avermelhadas e o crescimento de cistos sebáceos localizados no subcutâneo. No processo de envelhecimento há uma diminuição na produção de pigmentos que dão cor aos cabelos. Este fato gera o embranquecimento capilar que não necessariamente significa idade avançada.
               Os distúrbios da pele são facilmente reconhecidos e se apresentam através de erupções, eczemas, manchas, bolhas e vesículas, pústulas, urticária, coceiras, nódulos ou tumores.
               O exame da pele feita por pessoa experiente traz informações inestimáveis sobre o estado de saúde do organismo indicando vários diagnósticos. O exame da pele basicamente é o visual, sendo complementado por reações laboratoriais muito simples e pela biopsia.
               As doenças da pele são muito comuns em qualquer idade.
Há inúmeras causas para as manifestações cutâneas que vão desde as alérgicas, até as manifestações cancerosas, passando por irritações devidas a tóxicos, substâncias químicas, medicamentos, raios ultravioletas e infecções. Algumas doenças também apresentam manifestações cutâneas, como por exemplo , o diabetes.
               Várias situações de forte emoção também podem levar a manifestações cutâneas. Na terceira idade se destacam as infecções, a escara de decúbito, os tumores de pele e a dermatite ou eczema.
               A maioria das doenças de pele são acompanhadas de prurido ou coceira que é um sintoma muito freqüente em qualquer idade sendo comum em diversas doenças que podem atingir o idoso, como ocorre na insuficiência renal (devido ao aumento da uréia) e na icterícia (doenças do fígado e da vesícula, por exemplo).
              O diabetes, a anemia e certos distúrbios da tireóide podem também se acompanhar de coceiras pelo corpo. Alguns tumores malignos como os de pulmão e de mama, em geral, provocam uma sensação desagradável, levando o indivíduo a coçar-se em busca de alívio. Situações psicológicas como o estresse podem ser acompanhadas de coceira severa.

Púrpura senil

         
          No dia a dia de meu consultório, volta e meia chegam pacientes com uma queixa que esta aparecendo manchas roxas na pele do nada. É difícil para eles entenderem que não é do nada, e sim por que sua pele não é mais como quando eles tinhas 40 anos por exemplo.
         Essas manchas tem um nome, se chama: Púrpura senil que é um conjunto de petéquias e equimoses, ou mesmo hematomas ( que são conhecidos como manchas arroxeadas na pele), que ocorre principalmente no dorso das mãos, punhos e antebraços, por diminuição do suporte conjuntivo pericapilar, decorrente do envelhecimento da pele.
         Com esse envelhecimento da pele, ela fica mais sensível e fina ,e com isso causa a  ruptura de pequeníssimos vasos do sistema circulatório, chamados de capilares . Essa ruptura é geralmente ocasionada por, às vezes, pequenos traumatismo na pele, como por exemplo o simples fato de coçar já é um trauma para a pele do idoso, tal coisa não acontece com a pele de uma pessoa que tem 40 anos.
         Geralmente essas manchas não doem quando o trauma é leve e a mancha é pequena, mas dependendo do trauma e quanto maior a mancha, elas podem ser dolorosas.
          Não há um tratamento único e também não é perigosa. Estará sempre ligada a causa que originou esta manifestação, quase sempre um traumatismo. Algúns cremes e pomadas, quando friccionados sobre as lesões, encurtam o tempo de evolução das manchas. Essas passam por várias tonalidades de cor, do roxo ao marrom e amarelado antes de desaparecerem.

        

Xerodermia no idoso

          A xerodermia é uma manifestação que causa coceira intensa, principalmente nas pernas, e pode evoluir para escoriações e inflamação na pele. É um sintoma bem simples, decorrente da pele seca. 

          A principal causa da xerodermia é a falta de hidratação da pele. Como idosos têm menos lubrificação natural na área, sofrem mais.
          Para que a incômoda xerodermia seja evitada, os idosos não devem tomar banhos muito quentes e demorados, o ideal é tomar banho de água morna, tomar bastante líquido, restringir o uso de sabonetes às axilas, região genital e pés, utilizar um hidratante bom , de preferência com filtro solar.